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| 18 de setembro de 2003 |
da rodada de Cancún
Em audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, o chanceler brasileiro, embaixador Celso Amorim, disse que o Brasil saiu "mais forte" da quinta reunião ministerial da OMC (Organização Mundial do Comércio), realizada em Cancún, México. O encontro terminou no último domingo.
"O texto da agricultura já é melhor do que o anterior, e agora estamos prontos para apresentar emendas ao texto em itens que nos interessam", afirmou. Amorim disse que mesmo os negociadores da União Européia e dos Estados Unidos reconheceram que o G-22, grupo de países liderados pelo Brasil, apresentou um discurso pragmático, com propostas claras para o comércio internacional. O Brasil, segundo o chanceler, considera a OMC a "grande arena" na qual se podem discutir vantagens em pontos cruciais da agenda comercial que interessa ao país. Amorim voltou a salientar que as negociações são um processo contínuo e da mesma forma como não se esgotou na rodada do Uruguai, de Seattle (EUA) e de Doha (Catar), não se esgotará com os debates em Cancún. Diferencial O ministro ressaltou que o grande diferencial da rodada de Cancún foi a atuação unificada do grupo de países chamados primeiro de G-20, depois G-21 e que terminou a rodada com 22 países. Nesse grupo se reúnem os países mais diversos, com a importância agrícola de China, Índia e África do Sul, a países médios como Chile e Venezuela e pequenos como Costa Rica e Guatemala. Amorim disse que mesmo com as tentativas dos negociadores da União Européia e dos EUA de "dividir e desacreditar" o grupo, eles chegaram ao fim do encontro unidos. "Estamos chamando inclusive o grupo de G-20 Plus, porque temos a expectativa de que outros países venham a se integrar a nós", observou. Não é possível fazer prognósticos sobre a conclusão das rodadas da OMC, afirmou o ministro, mas é preferível "ter uma derrapagem de seis meses ou até de um ano a ter um acordo totalmente insuficiente agora e ser obrigado a esperar 15 anos para uma nova rodada". Para a deputada Maninha (PT-DF), o Brasil afirmou sua liderança no processo de discussão de novas bases para o comércio internacional que não levem em consideração apenas os interesses dos países ricos. |
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